
A
preocupação do parlamentar é que a impossibilidade de combate às pragas
ocasione infestação das lavouras e cause riscos à segurança
fitossanitária de toda a região. “Corremos o risco de ter danos
irreversíveis à agricultura de uma região muito importante à economia
baiana”, reclama Eduardo Salles.
“Fui
secretário estadual de Agricultura e, à época, a ADAB (Agência de Defesa
Agropecuária da Bahia), de forma proativa, realizava inicialmente uma
ação educativa para só depois punir”, lembra o deputado estadual.
Segundo
Eduardo Salles, que é engenheiro agrônomo, o oeste da Bahia viveu nos
últimos anos problemas com estiagem prolongada intercalado com chuvas em
excesso, o que ocasionou prejuízos.

“A safra de
2018 seria a redenção para a agricultura do Oeste, mas essa ação do
IBAMA pode colocar tudo em risco”, alerta o parlamentar. “Acho que
devemos cumprir a lei sempre. Não sou contrário, mas é preciso primeiro
uma ação educativa para depois a punitiva”, acrescenta Eduardo Salles.
Os
parlamentares da Comissão de Agricultura solicitaram audiência com o
superintendente do IBAMA na Bahia, Sóstenes Florentino, mas foram
informados, por telefone, que a reunião só poderia ocorrer após a
autorização da direção do órgão em Brasília e o recebimento do relatório
final da operação na região.
Na tarde
desta terça-feira, Eduardo Salles, Rose Cerrato e o advogado João Maia,
representantes dos produtores do oeste da Bahia, participaram de
audiência com a presidente do INEMA (Instituto do Meio Ambiente e
Recursos Hídricos), Márcia Telles, e técnicos do órgão para tratar sobre
o assunto.
Márcia
Telles informou que o INEMA não pode intervir na situação porque o termo
foi lavrado pelo IBAMA, mas a presidente sinalizou que como as pistas
possuem menos de 10 hectares, os produtores podem licenciar essas pistas
nas prefeituras dos seus municípios para protocolar esses
licenciamentos no IBAMA de Barreiras.
O setor
jurídico das associações e sindicatos informaram que vão entrar com
Mandato de Segurança na Justiça Federal alegando que o risco
fitossanitário para conseguir o desembargo imediato das pistas.
Fonte: Blog do Braga


