O pote de ouro do Tio Patinhas municipal

por Samuel Celestino Às vezes, as posições assumidas pela gestão municipal tornam-se incompreensíveis para o mais sábio dos sábios ou para quem consegue interpretar enigmas como se fosse um Édipo desses tempos bicudos. Aos fatos: o superintendente da Sucom afirmou que uma empresa havia fraudado em R$ 400 mil a administração anterior da superintendência. Adiantou ainda que a gestão passada da Sucom dera um prejuízo de R$ 300 milhões aos cofres municipais. Diante da revelação, a confusão se instalou. O superintendente anterior, Cláudio Silva, desafiou-o para um confronto, de maneira que apresentasse provas da sua denúncia. Caiu (até aqui) o silêncio sobre as duas acusações. Nuvens, só nuvens. Tem mais. O secretário municipal da Fazenda divulgou que “uma empresa teria recebido em duplicidade nada menos do que R$ 60 milhões”. Como o nome da empresa não foi divulgado, é óbvio que se trata de uma empresa fantasma, que atua nas trevas. É a única conclusão que se pode tirar da informação torta. Ou, quem sabe, o prejuízo da duplicidade dos R$ 60 milhões foi absorvido pela prefeitura? Neste caso, chega-se à outra conclusão: há um arco-íris sobre Salvador e, do outro lado dele, um belo pote de ouro. Onde Tio Patinhas toma banho usando as suas polainas.
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